Hidrocolonterapia

Hidrocolonterapia é um método de limpeza profunda do cólon (intestino grosso), onde água morna e purificada é introduzida suavemente no cólon através de um pequeno tubo retal esterilizado e descartável.

A água circula nas paredes do cólon desde o reto até o apêndice, irrigando-o, hidratando-o e estimulando a evacuação.

Quando a água é expelida, ela carrega consigo resíduos e gases presos, que se acumulam no intestino grosso.

Síntese Histórica
Este método tem sido um instrumento terapêutico de eficácia comprovada há milênios na Índia, no Egito e Grécia Antigos.
A irrigação intestinal, ou enema, foi registrada pela primeira vez em 1500 a.C.
Papiros indicam que os faraós eram adeptos praticantes de lavagens intestinais.
Mais tarde, em 450 a.C., esta prática foi comprovada por Hipocrates, o pai da medicina, para tratamento de febres.
Através dos séculos a irrigação intestinal foi utilizada como tratamento de saúde.
Hoje, com modernos avanços tecnológicos em equipamentos, segurança, educação e terapeutas especializados, a hidrocolonterapia é uma modalidade que se destaca na medicina alternativa, tanto brasileira como internacional.

Sistema aberto de hidrocolonterapia
O sistema aberto permite ao cliente estar em controle de algumas etapas do tratamento.
É o próprio cliente que, inclusive, poderá inserir seu tubo retal com total privacidade e conforto.
Uma vez que o fluxo de água é ligado, o cólon irá receber gentilmente a água até o máximo da tolerância de cada indivíduo.
O cliente então passará a sentir necessidade de evacuar, o qual poderá fazê-lo naturalmente sem sequer mudar de posição.
Um tubo transparente permite a visualização dos resíduos fecais expelidos.
Devido ao fluxo de água contínuo durante o tratamento, os músculos do intestino são ativados, contribuindo para uma evacuação mais natural e suave, proporcionado um excelente treino para o cólon.
Usamos o equipamento LIBBE™ (Lower Intestinal Bottom Bowel Evacuation) – sistema aberto, reconhecido e aprovado pelo FDA- Departamento de Saúde dos EUA como um dos mais modernos, eficientes e confortáveis equipamentos encontrados hoje na hidrocolonterapia.

Cólon
O intestino grosso é responsável pela absorção de alguns nutrientes e certas vitaminas.
É habitado por rica flora bacteriana importante nesta função.
Absorve também água e sais minerais transformando às fezes, que são líquidas no seu início; em massa pastosa na região do final do sigmóide.
O intestino grosso pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento.
Ele se estende do íleo até o orifício retal e está fixo à parede posterior do abdômen pelo mesecolo.
O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.
O intestino grosso apresenta algumas diferenças em relação ao intestino delgado: o calíbre, as tênias, os haustros e os apêndices epiplóicos.
O intestino grosso é mais calibroso que o intestino delgado, por isso recebe o nome de intestino grosso.
A calibre vai gradativamente afinando conforme vai chegando no cretal do orifício retal.
As tênias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas de aproximadamente 1 centímetro de largura e que percorrem o intestino grosso em toda sua extensão.
São mais evidentes no ceco e no cólon ascendente.
Os haustros do cólon (saculações) são abaulamentos ampulares separados por sulcos transversais.
Os apêndices epiplóicos são pequenos pingentes amarelados constituídos por tecido conjuntivo rico em gordura.
Aparecem principalmente no cólon sigmóide.
O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmóide), reto e orifício retal.
A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo.
Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco – válvula ileocecal (iliocólica).
No fundo do ceco, encontramos o Apêndice Vermiforme.
A porção seguinte do intestino grosso é o cólon, segmento que se prolonga do ceco até o orifício retal.

Cólon Ascendente
É a segunda parte do intestino grosso.
Passa para cima do lado direito do abdome a partir do ceco para o lobo direito do fígado, onde se curva para a esquerda na flexura direita do cólon (flexura hepática).

Cólon Transverso
É a parte mais larga e mais móvel do intestino grosso.
Ele cruza o abdome a partir da flexura direita do cólon até a flexura esquerda do cólon, onde curva-se inferiormente para tornar-se cólon descendente.
A flexura esquerda do cólon (flexura esplênica), normalmente mais superior, mais aguda e menos móvel do que a flexura direita do cólon.

Cólon Descendente
Passa retroperitonealmente a partir da flexura esquerda do cólon para a fossa ilíaca esquerda, onde ele é contínuo com o cólon sigmóide.

Cólon Sigmóide
É caracterizado pela sua alça em forma de "S", de comprimento variável.
O cólon sigmóide une o cólon descendente ao reto.
A terminação das tênias do cólon, aproximadamente a 15cm do orifício retal, indica a junção reto-sigmóide.

Flexura Hepática
Entre o cólon ascendente e o cólon transverso.

Flexura Esplênica
Entre o cólon transverso e o cólon descendente.

Divisões do Intestino Grosso
O reto recebe este nome por ser quase retilíneo.
Este segmento do intestino grosso termina ao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do orifício retal) passando a se chamar de cretal do orifício retal.
O cretal orifício retal apesar de bastante curto (3 centímetros de comprimento) é importante por apresentar algumas formações essenciais para o funcionamento intestinal, das quais citamos os esfíncteres anais.
O esfíncter do orifício retal interno é o mais profundo, e resultade um espessamento de fibras musculares lisas circulares, sendo conseqüentemente involuntário.
O esfíncter do orifício retal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõem circularmente em torno do esfíncter do orifício retal interno, sendo este voluntário.
Ambos os esfíncteres devem relaxar antes que a defecação possa ocorrer.

Funções do Intestino Grosso

  • Absorção de água e de certos eletrólitos
  • Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais
  • Armazenagem temporária dos resíduos (fezes)
  • Eliminação de resíduos do corpo (defecação)